Sim, os católicos acreditam que Maria é a Mãe de Deus. Essa crença é central na fé católica e decorre diretamente da identidade de Jesus como verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Ao afirmar que Maria é a Mãe de Deus, reconhecemos que ela gerou e deu à luz Jesus, que é uma única Pessoa, unindo em si a natureza divina e a humana. Isso não significa que ela é maior do que Deus, mas sim que, ao trazer Jesus ao mundo, ela deu à luz Aquele que é, ao mesmo tempo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
A Sagrada Escritura confirma essa verdade. No Evangelho de Lucas, por exemplo, o anjo Gabriel anuncia a Maria que ela será a mãe de Jesus, o Filho de Deus. Quando Maria diz “Sim” ao plano de Deus, ela aceita ser a Mãe do Salvador. Ao dar à luz Jesus, que é Deus encarnado, Maria se torna a Mãe de Deus. Outra passagem importante está na visitação de Maria à sua prima Isabel, onde Isabel, inspirada pelo Espírito Santo, a chama de "mãe do meu Senhor". Neste caso, "Senhor" é uma referência à divindade de Jesus. Assim, fica claro que Maria é a Mãe de Deus.
Esse título, "Mãe de Deus", foi formalmente reconhecido pela Igreja no Concílio de Éfeso, em 431 d.C. Na época, alguns questionavam se Maria poderia ser chamada assim, mas a Igreja reafirmou que Jesus é uma única pessoa com duas naturezas, divina e humana. Então, como Maria deu à luz a Jesus, ela deu à luz a Deus em sua natureza humana.
Algumas pessoas têm dificuldade em aceitar o título 'Mãe de Deus', pois podem pensar que ele coloca Maria acima de Deus. No entanto, essa crença não eleva Maria a uma posição maior do que Deus. Pelo contrário, ela reforça a verdade de que Jesus é Deus e que, em sua humanidade, Ele nasceu de Maria. Isso também não significa que Maria seja eterna ou tenha existido antes de Deus, mas simplesmente que ela é a mãe de Jesus, que é Deus encarnado.
Maria é chamada Mãe de Deus porque, ao dizer seu 'sim' a Deus, tornou-se o meio pelo qual a Encarnação se realizou, participando de forma única no plano da salvação. Jesus, sendo verdadeiro Deus, escolheu nascer de uma mulher, e essa mulher foi Maria. Essa maternidade de Maria é tão especial que a Igreja celebra essa verdade no dia 1º de janeiro, na Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus.
Assim, reconhecer Maria como Mãe de Deus nos leva a uma compreensão mais profunda do mistério da Encarnação e fortalece a fé em Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Ao reconhecer Maria como Mãe de Deus, os católicos celebram o grande papel que ela teve na história da salvação, sempre apontando para seu Filho, Jesus, o Deus conosco.
Alguns também dizem que o termo “Mãe de Deus” não está na Bíblia. Mas a verdade revelada não depende de palavras exatas. Depende do que elas significam. A Igreja usou o termo “Theotokos” para proteger a fé: Jesus é Deus e homem, numa só Pessoa. Isabel chama Maria de “mãe do meu Senhor” (Lc 1,43). "Senhor" aqui significa Deus. A Bíblia confirma.
O Concílio de Éfeso, em 431, defendeu esse título contra heresias. Alguns queriam separar Jesus homem de Jesus Deus. A Igreja disse: é uma só Pessoa. Maria gerou essa Pessoa. Logo, é Mãe de Deus.
Esse título não é por Maria, mas por Jesus. Ele é Deus. Maria é sua mãe. A expressão protege a fé na Encarnação: Deus se fez homem, nascido de mulher.

O Significado de Maria como Mãe de Deus
Os católicos acreditam que Maria é a Mãe de Deus porque ela deu à luz Jesus, que é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Esse título não a coloca acima de Deus, mas reafirma a natureza divina de Cristo, seu Filho.
-
CIC 495
-
Lucas 1,43: Isabel, inspirada pelo Espírito Santo, reconhece Maria como a Mãe de Deus.
-
Lucas 1,35: Maria concebe Jesus, que é verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
-
Gálatas 4,4: Jesus, sendo Deus, nasceu de Maria, confirmando sua maternidade divina.
-
Catecismo da Igreja Católica, 495: O Catecismo confirma que Maria deu à luz Jesus, Deus encarnado.
-
Concílio de Éfeso (431 d.C.): O título "Theotokos" (Mãe de Deus) foi oficialmente definido no Concílio.
-
São Cirilo de Alexandria:
-
Santo Epifânio (310 e 403 d.C) e São Cirilo de Alexandria (376 e 444 d.C): Reconhece o papel único de Maria na salvação.
-
Santo Irineu de Lyon (c. 130 – c. 202 d.C.) e São Justino Mártir (c. 100 – c. 165 d.C.): Embora não usassem "Mãe de Deus", destacaram Maria no plano divino da salvação.
Entendemos que a fidelidade à doutrina da Igreja é fundamental, e por isso, valorizamos a colaboração dos usuários para manter a integridade do conteúdo apresentado.
Agradecemos pela compreensão e pelo compromisso com a fé católica.